Muitos pacientes chegam ao consultório com uma queixa comum: a sensação de que existe um “excesso” de pele na região anal, que muitas vezes é confundido com uma hemorroida que não volta para o lugar. Mas, na maioria dos casos, se trata de um plicoma anal.

Embora seja uma condição benigna, ou seja, não vira câncer e não é uma doença grave, o plicoma pode causar um impacto significativo na qualidade de vida, tanto pela questão estética quanto pela dificuldade de higiene. Hoje, vamos entender exatamente o que é essa condição e como as técnicas modernas podem resolvê-la. 

O que é o plicoma anal?

O plicoma anal nada mais é do que uma dobra de pele, um espessamento do tecido na margem do ânus. Diferente das hemorroidas, que são vasos sanguíneos dilatados, o plicoma é apenas pele pele residual e geralmente surge como uma “cicatriz” ou sequela após uma crise de inchaço na região, como uma trombose hemorroidária que desinchou, uma fissura anal crônica ou até mesmo após cirurgias prévias no local.

Por que incomoda tanto? 

A presença da pele excedente cria uma superfície irregular, o que dificulta muito a limpeza adequada após evacuar, o que pode causar acúmulo de resíduos. Esse acúmulo e a umidade na região pode levar a quadros de dermatite, coceira intensa e assaduras frequentes. Além disso, o desconforto estético pode gerar insegurança em momentos de intimidade, afetando a autoestima do paciente.

O tratamento: pomada resolve?

Essa é a dúvida número um, mas a resposta é não. Como o plicoma é tecido de pele, pomadas e cremes não conseguem fazê-lo “murchar” ou desaparecer, a única forma definitiva de tratamento é a remoção cirúrgica.

A solução minimamente invasiva

A boa notícia é que a coloproctologia avançou muito! A retirada do plicoma é considerada um procedimento de pequeno porte, geralmente realizado sob anestesia local e sedação leve, sem necessidade de internação hospitalar prolongada. 

Utilizamos tecnologias como o laser de CO2 ou o bisturi elétrico de alta frequência, que permitem uma remoção precisa do tecido excedente com cauterização imediata.

As vantagens dessa abordagem minimamente invasivo incluem:

  • Menos dor: o trauma no tecido é menor comparado às técnicas antigas
  • Recuperação rápida: o pós-operatório costuma ser tranquilo, permitindo um retorno breve às atividades rotineiras
  • Melhor resultado estético: a técnica foca na regularização da anatomia local

Se o excesso de pele atrapalha sua higiene ou sua autoestima, saiba que existe uma solução simples e segura.